Símbolos do Réveillon


A festa de Ano Novo já é uma tradição no Brasil e em boa parte do mundo, assumindo, em muitos casos, um caráter religioso cristão. No entanto, a origem do Ano Novo é muito anterior ao cristianismo, sendo geralmente atribuída à Mesopotâmia, em 2000 a.C., remetendo a algo como o “Festival de Ano Novo”. Persas, fenícios, assírios e gregos, desde tempos remotos, também realizavam suas celebrações de passagem de ano.

O réveillon é uma palavra de origem francesa usada para denominar a passagem de um ano para o outro. Em muitas culturas, a virada do ano é festejada e simboliza o recomeço, renovação, renascimento.

No calendário gregoriano, o ano novo se inicia no dia 1.º de janeiro. Nas culturas ocidentais que seguem o calendário gregoriano, o réveillon é comemorado no dia 31 de dezembro, último dia do ano.

O ano novo chinês é usado como uma referência para várias culturas orientais. No calendário chinês, cada ano se inicia numa data diferente, definida de acordo com os movimentos da lua e do sol.


Comemorar o Ano Novo no dia 1 de janeiro é uma tradição, principalmente, ocidental e cristã. Embora o mundo, oficialmente, siga o calendário gregoriano, muitos povos possuem celebrações de Ano Novo acontecendo em outras datas. Veja alguns exemplos:


Judeus: o Ano Novo judaico é conhecido como Rosh Hashaná e é celebrado entre o final de setembro e o início de outubro. As festas de Ano Novo para os judeus são ocasiões de reunião familiar, mais privadas;


Muçulmanos: o Ano Novo muçulmano é celebrado no mês de maio. A passagem de ano para os muçulmanos celebra a Hégira, a ida de Muhammad de Meca para Medina;


Chineses: o Ano Novo dos chineses é determinado pelo calendário chinês e acontece entre janeiro e fevereiro do calendário gregoriano. Os chineses costumam fazer grandes celebrações durante seu Ano Novo.


A véspera do ano novo é uma celebração que envolve uma série de simpatias e superstições. A cor da roupa e a alimentação são os principais elementos simbólicos da festa de réveillon.

Em francês, a palavra ‘réveillon’ remete a vigília, ao ato de estar acordado. E com a virada do ano tão próxima, muitos são os rituais para essa passagem.

Mas por que será que as pessoas repetem esses gestos e rituais todos os anos? Será que de fato eles servem para alguma coisa? Estudiosos dizem que sim. Para eles “os rituais são importantes e têm sua função. Eles carregam o poder simbólico de abrir e fechar os ciclos e esse poder é enorme”.

Também é correto dizer que a cada ciclo que termina, “as pessoas sentem necessidade de fazer um balanço de como transcorreu os 12 meses passados, e com isso verificar os pontos positivos e negativos”, diz a psicóloga Jaqueline Meireles.

E isso vale tanto para as crises, problemas e dificuldades do ciclo que termina quanto para os projetos e sonhos que ficaram estagnados e precisam ser atualizados para o novo tempo que começa. E por que o balanço do ano precisa ser feito ao mesmo tempo, numa data convencionada?

“Por causa da força simbólica. O mundo todo se mobiliza em função disso”, afirma a psicóloga. Esse gigantesco “mutirão de boas intenções” que se cria nesses momentos pode ser um belo empurrãozinho para incentivar o exame de consciência e abraçar o ano vindouro.

“Muitos momentos na vida convocam mudanças. Porém, durante os ciclos que se fecham, essa convocação tem peso especial, e você é impulsionado pela massa”,.

A analista junguiana Denise Ramos, professora titular da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, acrescenta ainda um outro ingrediente fundamental para o bem estar psíquico do ser humano: A NECESSIDADE DE ESPERANÇA.

“O ano novo traz consigo a possibilidade de reorganizar a vida, consertar erros, fazer coisas diferentes, essa promessa do ‘novo’ é fundamental para o bem-estar e para a saúde mental”, explicou.

E os números? Por que ‘sete ondas’, sete sementes de romãs na carteira’, sete uvas’? O número 7 é tradicionalmente associado à completude, ao final de um processo. Na Bíblia, esse significado do número é tão enfatizado que alguns pesquisadores acreditam que acaba sendo uma marca do trabalho divino. Daí sua identificação com a perfeição é um pulo.

Além disso, RoCarvalho explica, o número 7 é composto pelos números 3 e 4 que também são numerais associados à boa sorte, representam padrões da Natureza, expressam fenômenos relacionados à passagem do tempo e à situação dos humanos no universo, como as 4 estações do ano e as 4 direções do vento, por exemplo.

“O 3 representa o triângulo, sendo considerado símbolo da espiritualidade, a Santíssima Trindade, por exemplo, é composta por 3 pessoas, Pai, Filho e Espírito Santo. Já o 4 é o número da solidez, totalidade, ancorado na Natureza: 4 são os lados do quadrado, 4 os elementos da matéria, 4 A soma forja o número da totalidade: 7”

No fundo, o importante é o desejo de atrair bons votos para o ano que está chegando. “As adaptações são inúmeras, mas todas as culturas celebram essa passagem de um ano para outro, de um ciclo para outro e todas inventam suas formas próprias de desejar a todos um bom novo”.

Feliz Ano Novo.

RoCarvalho.

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