A Metafísica Chinesa - Feng Shui.


O Feng Shui estuda a influência dos espaços sobre o bem estar das pessoas.

Baseia-se no conhecimento acumulado ao longo do tempo pelos sábios taoístas da antiga China e depois sistematizado com o nome de METAFÍSICA CHINESA.

O homem interage com a sua casa e também com todos os espaços de forma energética.

Está sob a influência do QI que circula na casa através dos materiais de que foi feita e de todas as formas presentes, incluindo materiais e cores. O Feng Shui estuda esta interação e também a forma como o Homem é alimentado ou influenciado pelo “Qi” / “Energia” residente da casa.

No passado, vivia-se no exterior, não tínhamos casas, estávamos expostos aos perigos da noite, das tempestades, dos animais selvagens, etc. O FS nasceu assim da observação de qual o melhor lugar para morar, o melhor tempo pra plantar ou pra fazer qualquer coisa (da observação dos ciclos da natureza) em busca de abrigo e proteção. Não para sobrevivermos apenas, mas para vivermos, estarmos tranquilos, sem sobressaltos, um espaço que nos nutra, onde possamos nos expressar, fazer acontecer o nosso destino. É isto que nossas casas devem nos permitir.

A terra tem magnetismo, tem energia que em combinação com a nossa própria energia nos oportuniza acesso a vivências que fazem parte da nossa missão na terra. Há locais na terra onde precisamos ir, ou precisamos viver, há lá uma frequência que está em sintonia com a nossa e que nos atrai. A decodificação destas energias telúricas está ligada ao Feng Shui Clássico.

A casa que escolhemos pra morar tem esta sintonia conosco. O Feng Shui clássico não muda a sorte, ele apenas ajuda a navegar em meio à tempestade. Faz diferença conhecer qual o vento mais favorável, a melhor direção a seguir.

Na China, onde foi desenvolvido, só há o Clássico, lá é considerado ciência, é um método matemático.

Mas durante o estabelecimento do regime maoísta na China, o Feng Shui foi perseguido e declarado ilegal, e isso até hoje é assim. Os mestres foram obrigados a sair de lá para os países próximos e depois pro Ocidente, em especial pros Estados Unidos.

Lin Yun, um monge budista tibetano, criou na California, na década de 80 o sistema ”Black Hat, inicialmente com o intuito de benzer e harmonizar a casa. Neste sistema a casa é dividida em nove setores quadrados ou retangulares. Como não utiliza qualquer tipo de bússola, a casa ou apartamento orienta-se sempre com o "norte virtual" para o lado onde está localizada a porta principal.

Do sistema Black Hat originaram-se vários estilos. E o que propõe na verdade é apenas uma adaptação do conhecimento milenar da cultura chinesa para a melhor assimilação do ocidental. Desse sistema também nasceu o Feng Shui Intuitivo, marca registada da Escola Nacional de Feng Shui e que agrega a influência da filosofia macrobiótica e incorpora elementos da psicologia de Carl Jung, por exemplo através da análise do desenho da casa.

O Feng Shui Contemporâneo, portanto, caracteriza-se pela fusão de culturas e com raízes mais ou menos ligadas à cultura chinesa dependendo do caso. Trata-se de uma redefinição e alargamento do conceito original de Feng Shui. No Feng Shui Intuitivo, entendemos a casa como uma extensão de nós. Aquilo que expresso na minha casa é uma expressão de mim. Tudo lá mostra quem somos. Ele trabalha com nosso universo mental, com nossa Consciência. É um trabalho de desenvolvimento pessoal.

É importante entender bem a diferença entre estas formas de usar Feng Shui para na hora de um diagnóstico, saber discernir qual a abordagem mais indicada pra cada caso.

Texto de Fátima Ximenes por RoCarvalho.



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